{"provider_url": "https://www.cotia.sp.leg.br", "title": "Sess\u00e3o Solene marca o Dia da Consci\u00eancia Negra na C\u00e2mara Municipal de Cotia", "html": "<p style=\"text-align: justify; \">A passagem do Dia da Consci\u00eancia Negra foi celebrada com Sess\u00e3o Solene na C\u00e2mara Municipal de Cotia. Realizada na noite da sexta-feira, dia 24, a comemora\u00e7\u00e3o contou com a presen\u00e7a de vereadores, secret\u00e1rios municipais, membros do movimento Caminhada Pela Cultura de Paz e N\u00e3o-Viol\u00eancia, artistas locais e representantes de religi\u00f5es de matriz africana (veja as fotos na <strong><a class=\"external-link\" href=\"https://www.flickr.com/photos/150083353@N06/albums/72177720312958357\" target=\"_self\" title=\"\">Galeria de Imagens</a></strong>).</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">Na Tribuna, a vice-prefeita \u00c2ngela Maluf (PV) anunciou que nesta ter\u00e7a-feira, dia 28, o Poder Executivo assina o Pacto Coletivo por Cidades Antirracistas no Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado de S\u00e3o Paulo (MP-SP). Representantes de diversos munic\u00edpios paulistas participam do evento, se comprometendo a efetivar as pol\u00edticas previstas no Estatuto da Igualdade Racial e estimulando a cria\u00e7\u00e3o de estruturas de combate ao racismo.\u00a0</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">O Presidente da C\u00e2mara Municipal de Cotia, vereador Marcinho Prates (SD), esteve \u00e0 frente da Sess\u00e3o Solene, que contou com discursos de lideran\u00e7as locais e regionais, al\u00e9m de apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas.\u00a0\"O samba, o hip-hop, a cultura de di\u00e1spora africana me salvaram e hoje estou aqui, firme e forte para poder alegrar e trazer uma hist\u00f3ria de mulher preta\", exaltou a cantora Amanda Negra Sim, que apresentou uma m\u00fasica de sua autoria. J\u00e1 o professor M\u00e1rcio Moraes recitou texto enaltecendo a luta social e a cultura.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">O Dia Nacional da Consci\u00eancia Negra \u00e9 celebrado anualmente em 20 de novembro. A data, feriado estadual em S\u00e3o Paulo, lembra quando Zumbi dos Palmares foi morto por bandeirantes, em 1695. A data foi escolhida a fim de louvar o protagonismo da luta dos escravizados por liberdade e gerar reflex\u00e3o para as quest\u00f5es raciais.</p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \">\u00a0</p>\r\n<table class=\"plain\">\r\n<tbody>\r\n<tr><th>FALAS NA TRIBUNA</th></tr>\r\n<tr>\r\n<td><strong>Angela Maluf (PV), vice-prefeita:</strong> \"Falar contra o racismo \u00e9 uma quest\u00e3o suprapartid\u00e1ria. \u00c9 fundamental o compromisso de repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica em favor do povo negro. Assim deve ser em toda parte: nas reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, nas secretarias de governo, nas escolas, sa\u00fade, ind\u00fastrias, com\u00e9rcio, artes. Mulheres e homens negros precisam estar onde querem estar. \u00c9 hora de um ajuste de contas com o passado de um povo que ajudou a construir nosso pa\u00eds com sangue, suor e l\u00e1grimas. Falar em repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica \u00e9 n\u00e3o medir esfor\u00e7os para abrir portas e caminhos para que pretos e pretas deixem de ser a maioria apenas nas estat\u00edsticas da mis\u00e9ria humana\"</td>\r\n</tr>\r\n<tr>\r\n<td><strong>Elisete de Castro, filha do Seu Dito da Congada:</strong>\u00a0\"A luta \u00e9 constante, n\u00e3o podemos parar. Continuamos caminhando nesta luta pelo nosso espa\u00e7o, que \u00e9 nosso por direito. Continuem sempre mantendo essa for\u00e7a interior, essa for\u00e7a que nossa ancestralidade nos traz e nos faz continuar caminhando sempre em busca de um mundo melhor para n\u00f3s e nossas crian\u00e7as. A luta n\u00e3o vai parar por aqui. Precisamos nos unir por um mundo melhor. Este momento \u00e9 o in\u00edcio de uma grande valoriza\u00e7\u00e3o para n\u00f3s, porque precisamos destes espa\u00e7os abertos\"</td>\r\n</tr>\r\n<tr>\r\n<td>\r\n<p><strong>Dr Ricardo Rodrigues, presidente da OAB Cotia:</strong> \"\u00c9 um m\u00eas significativo para esta luta, que j\u00e1 \u00e9 travada h\u00e1 muito tempo. Agrade\u00e7o o direito de fala, mas vou ser breve porque eu vim hoje n\u00e3o para falar, mas para ouvir. Esta quest\u00e3o \u00e9 muito importante para a OAB. A sociedade contempor\u00e2nea n\u00e3o tem mais espa\u00e7o para discrimina\u00e7\u00e3o racial ou de qualquer esp\u00e9cie. Somos um povo diverso, cheio de misturas \u00e9tnicas e raciais, e \u00e9 justamente esta diversidade que \u00e9 o tempero, a ginga, a cultura, a l\u00edngua que formam nosso povo. Somos um povo rico e privilegiado que deve buscar acima de tudo o respeito, a dignidade, a fraternidade, para alcan\u00e7armos juntos uma sociedade mais justa, tolerante e com diferen\u00e7as, sejam elas quais forem\"</p>\r\n</td>\r\n</tr>\r\n<tr>\r\n<td>\r\n<p><strong>Dr Marcelo de Toledo, vice-presidente do Conselho de Desenvolvimento da Igualdade Social (Condepir):</strong> \"H\u00e1 um ano, neste lugar de fala, havia muitas pessoas brancas, e hoje temos muitas pessoas negras. Isso me emociona. Vejo irm\u00e3os compartilhando a mesma dor que eu senti a vida toda, mas hoje \u00e9 um m\u00eas de rever\u00eancia, de celebra\u00e7\u00e3o. S\u00f3 quero dizer Viva Zumbi, Viva o M\u00eas da Consci\u00eancia Negra\"</p>\r\n</td>\r\n</tr>\r\n<tr>\r\n<td><strong>Marcos Ant\u00f4nio Moraes (Fre), Secret\u00e1rio Adjunto de Cultura e Lazer:</strong>\u00a0\"Estou muito emocionado de ver tanto preto neste espa\u00e7o. Estar aqui me faz cada dia mais forte. Hoje \u00e9 um dia para comemorarmos muito. A porta est\u00e1 abrindo. Temos o Presidente da C\u00e2mara preto, nossa vice-prefeita preta, nossos advogados pretos, vereadores pretos. Isto \u00e9 pra entender que as coisas est\u00e3o mudando e v\u00e3o mudar ainda mais. Podem ter certeza disto: abram a porta, porque sen\u00e3o a gente vai meter o p\u00e9\"</td>\r\n</tr>\r\n<tr>\r\n<td><strong>Miriam Ribeiro Diogo, Presidente da ONG Pretos e A\u00e7\u00e3o:</strong>\u00a0\"Hoje eu fiz quest\u00e3o de vir com uma tran\u00e7a porque meu cabelo \u00e9 minha coroa. H\u00e1 muito tempo, na \u00c1frica, as tran\u00e7as eram feitas representando nomes de fam\u00edlia, posi\u00e7\u00e3o social, estado civil. Quando chegou ao Brasil, passou a ser usada com outros objetivos. As tran\u00e7as eram usadas porque o cabelo incomodava a casa grande, era muito volumoso, ent\u00e3o tinha que prender, mas tamb\u00e9m como mapa para os negros que queriam fugir do sofrimento. Quando se tran\u00e7ava o cabelo, se fazia um mapa para eles poderem fugir. Al\u00e9m disso, ela tamb\u00e9m era usada como dep\u00f3sito de sementes, porque quando eles fugiam, precisavam plantar o que comer. Hoje as tran\u00e7as est\u00e3o muito na m\u00eddia, s\u00e3o uma fonte de renda, mas tamb\u00e9m uma forma de empoderamento de mulheres e homens negros. Elas s\u00e3o feitas n\u00e3o s\u00f3 pela beleza; s\u00e3o o nosso orgulho. Precisamos saber a nossa hist\u00f3ria, precisamos contar nossa hist\u00f3ria, porque a nossa hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sofrimento\"</td>\r\n</tr>\r\n<tr>\r\n<td><strong>Luana Karen, Conselheira Tutelar:\u00a0</strong>\"\u00c9 um m\u00eas de comemora\u00e7\u00e3o, de avan\u00e7o, mas tamb\u00e9m n\u00e3o podemos deixar de falar dos avan\u00e7os que ainda precisamos ter. A cada 23 minutos um jovem preto morre. 87% das v\u00edtimas de confrontos policiais s\u00e3o pretos de 14 a 19 anos de idade. A gente tem muito o que avan\u00e7ar. Tem muito sangue preto sendo derramado nas periferias, nas ruas. A bala perdida n\u00e3o erra a pele preta. Isso eu falo com propriedade como mulher preta, pelo nosso povo preto. Quando a gente deixa de evidenciar as coisas que ainda acontecem, parece que a luta terminou, e ela n\u00e3o terminou. A luta s\u00f3 come\u00e7ou. A porta da casa grande ainda n\u00e3o est\u00e1 totalmente aberta para n\u00f3s. Ainda tivemos que meter o p\u00e9 na porta sen\u00e3o n\u00e3o ter\u00edamos voz, n\u00e3o ter\u00edamos vez. N\u00f3s, mulheres pretas, precisamos nos provar tr\u00eas vezes mais que uma mulher branca que somos boas o suficiente para ocupar o lugar que \u00e9 nosso. N\u00f3s estamos perdendo nossa juventude pro tr\u00e1fico, porque o racismo traz a exclus\u00e3o social e ela vem diretamente para o povo preto. A popula\u00e7\u00e3o da favela \u00e9 o povo preto. A gente ainda tem muito o que fazer. Estes espa\u00e7os de representatividade tem que ser ocupados, porque s\u00e3o lacunas e n\u00e3o vamos aceitar ocupar apenas as lacunas; vamos ocupar os espa\u00e7os que s\u00e3o nossos de direito e ningu\u00e9m vai calar nossas vozes, elas v\u00e3o ecoar como ecoaram dentro das senzalas\"</td>\r\n</tr>\r\n<tr>\r\n<td><strong>Michele de Jesus, coordenadora geral do movimento M\u00e3es e Pais que Lutam:\u00a0</strong>\"N\u00f3s, que somos m\u00e3es de crian\u00e7as com defici\u00eancias, sofremos preconceito todos os dias. Coloca isso pra uma mulher preta, com uma filha preta com defici\u00eancia, o quanto mais ela sofre. Se pra mim \u00e9 dif\u00edcil como m\u00e3e de autista, voc\u00ea imagina pra m\u00e3e cuja filha vai sofrer preconceito por ser autista e por ser preta. Nossa luta por inclus\u00e3o \u00e9 em todos os \u00e2mbitos, porque n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dentro da escola, dentro da sa\u00fade. A inclus\u00e3o \u00e9 em todos os lugares porque temos pessoas com defici\u00eancia em todos os lugares. Elas est\u00e3o a\u00ed, est\u00e3o sendo exclu\u00eddas.\u00a0A inclus\u00e3o come\u00e7a dentro de casa e precisamos levar nossos filhos para que eles sejam vis\u00edveis pra todos. Direito n\u00e3o \u00e9 favor\"</td>\r\n</tr>\r\n<tr>\r\n<td>\r\n<p><strong>Ana Silva Kariri, presidenta do Coletivo Tuxaua:</strong> \"Eu venho da Para\u00edba, sou da etnia Cariri, povo do Nordeste, do sert\u00e3o. Cotia tem povo do nordeste, povo guarani e v\u00e1rias etnias, mas passamos por um processo de silenciamento. O caminho de Piabiru (hoje, Rodovia Raposo Tavares) foi um local sofrido onde v\u00e1rias etnias foram massacradas, silenciadas e usurpadas no nosso direito de ser quem somos, assim como o povo preto. Hoje \u00e9 meu tempo de ouvir mais do que de falar, mas estou me sentindo representada e impactada com a hist\u00f3ria e a resili\u00eancia de todos\"</p>\r\n</td>\r\n</tr>\r\n<tr>\r\n<td>\r\n<p><strong>Dr Walter Sampaio, presidente da Comiss\u00e3o para Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial da OAB Cotia:</strong> \"Nossa vida de preto n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. O Dia da Consci\u00eancia Negra, a data atrelada \u00e0 morte de Zumbi dos Palmares, nos faz um convite para refletir sobre como as pessoas negras s\u00e3o vistas socialmente no maior pa\u00eds preto fora da \u00c1frica. O Brasil se esqueceu, de forma conveniente, o que o povo preto fez por este pa\u00eds ap\u00f3s ser trazido pra c\u00e1 \u00e0 for\u00e7a. Cada pessoa negra sangrou para construir os pedacinhos que comp\u00f5em esta na\u00e7\u00e3o, mas os nomes que batizam as ruas pelas quais andamos s\u00e3o de bandeirantes, coron\u00e9is e fazendeiros brancos, ricos em sua maioria, os mesmos que fizeram meu povo sangrar. Se o assunto for riqueza, a\u00ed que o pa\u00eds nos deve mesmo. O fim da escravid\u00e3o, celebrado por muitos como salva\u00e7\u00e3o divina, deixou o povo negro com uma m\u00e3o na frente e outra atr\u00e1s. Descartado como lixo, sobrou para nosso povo ancestral se reorganizar em um pa\u00eds que os odiava e os odeia at\u00e9 hoje. J\u00e1 dura mais de 400 anos esta volta por cima. Aprendam: esquecimento coletivo \u00e9 o poder de quem n\u00e3o quer abrir m\u00e3o do seu privil\u00e9gio. E o mais importante: n\u00e3o somos descente de escravos; somos descentes de reis e rainhas que foram escravizados\"</p>\r\n</td>\r\n</tr>\r\n<tr>\r\n<td><strong>Vav\u00e1 Oliveira, artista pl\u00e1stico e membro do Conselho Municipal de Cultura</strong>:\u00a0\"Quero aqui falar da Lei do Ventre livre, que libertou as crian\u00e7as, os filhos das pessoas escravizadas. Essa crian\u00e7a liberta ficava at\u00e9 os 8 anos de idade sob os cuidados de sua m\u00e3e. Ent\u00e3o, o senhor tinha o direito a indeniza\u00e7\u00e3o para entregar esta crian\u00e7a ao Governo - e s\u00f3 entregava se ele quisesse. Muitas crian\u00e7as permaneciam nas fazendas de 8 a 21 anos trabalhando de gra\u00e7a ao seu senhor. Se ela n\u00e3o permanecesse no local, ela seria entregue ao Governo e marginalizada. Hoje, em 2023, n\u00e3o mudou. As m\u00e3es continuam acorrentadas, massacradas, humilhadas.\u00a0Enquanto nosso pa\u00eds n\u00e3o tratar a cultura como princ\u00edpio, n\u00e3o respeitar os seus, os seus pares, a ideia do outro, n\u00f3s seremos um pa\u00eds totalmente atrasado. \u00c9 preciso respeitar a cultura, o princ\u00edpio de tudo, porque sem alicerce n\u00e3o se constr\u00f3i uma casa\"</td>\r\n</tr>\r\n<tr>\r\n<td><strong>Jenivaldo de Jesus (Professor JJ):\u00a0</strong>\"Saudamos mestre Zumbi, um s\u00edmbolo de resist\u00eancia do povo preto, mas devemos lembrar que alguns dos maiores quilombos que temos foram fundados por mulheres. Sa\u00fado a toda a ancestralidade, a todo o povo preto, representado aqui por grandes personalidades. Martin Luther King dizia 'eu tenho um sonho, o dia em que minhas filhas forem julgadas pela for\u00e7a do seu car\u00e1ter e n\u00e3o pela cor da pele'. Eu tamb\u00e9m tenho um sonho, de um dia em que n\u00e3o precisemos mais de cotas, de uma lei para criminalizar essa coisa inumana que \u00e9 o racismo. Tenho o sonho que um dia n\u00e3o mais precisemos ouvir estes n\u00fameros, de um dia em que todos n\u00f3s, de fato, possamos ser tratados da forma como somos, de uma \u00fanica ra\u00e7a, da ra\u00e7a humana\"</td>\r\n</tr>\r\n<tr>\r\n<td>\r\n<p><strong>Solange Resende, cooperativa Luxo do Lixo:</strong> \"Represento os moradores de rua, a dona Maria que est\u00e1 em casa lavando roupa, as catadoras do Brasil. Estou representando os analfabetos, as mulheres negras que t\u00eam filhos sem planejamento familiar, os filhos da gente que est\u00e3o nas drogas. Represento a discrimina\u00e7\u00e3o que sofremos por n\u00e3o ter estudo, por n\u00e3o ser lembrada, n\u00e3o ser vista. Estou representando o saco de lixo que a gente carrega na rua, uma renda que n\u00e3o d\u00e1 pra fazer nada. Estou representando a categoria que leva milh\u00f5es e milh\u00f5es de lixo que voc\u00eas produzem todos os dias. Uma categoria que n\u00e3o tem voz. N\u00e3o tenho nada pra agradecer ou comemorar. Estou aqui representando uma crian\u00e7a q teve filhos, uma av\u00f3 que tem 20 netos pretos discriminados todos os dias porque t\u00eam uma m\u00e3e que arrasta um saco de lixo pela rua. S\u00e3o 25 anos de luta. A discrimina\u00e7\u00e3o\u00a0 j\u00e1 nasce com a gente, sou discriminada todos os dias, assim como meus filhos e meus netos\"</p>\r\n</td>\r\n</tr>\r\n<tr>\r\n<td><strong>Vereador Edson Silva (Repub):</strong>\u00a0\"Muito importante escutar e aprender com cada um dos senhores que esteve aqui na Tribuna. O preconceito existe todos os dias. A desigualdade social, o desrespeito ao ser humano \u00e9 o que mais atrapalha o povo brasileiro. Precisamos olhar para o ser humano com amor, respeito e igualdade. \u00c9 o que falta, independente da sua cor, de ser homem ou mulher, tratar o ser humano com amor\"\u00a0</td>\r\n</tr>\r\n<tr>\r\n<td><strong>Vereador Paulinho Lenha (MDB):</strong> \"Sou feliz por ser preto, feliz por ser desta cidade.\u00a0 \u00c9 meu povo que est\u00e1 aqui hoje, povo que eu respeito muito, que ajudou a me trazer at\u00e9 aqui onde estou\"</td>\r\n</tr>\r\n<tr>\r\n<td><strong>\u00c9der Dias de Oliveira, membro do Conselho Municipal de Cultura</strong>: \"Vim aqui para representar o hip-hop, que est\u00e1 \u00e0s margens, na periferia. Se eu estou aqui hoje, \u00e9 gra\u00e7as ao hip-hop, porque n\u00e3o foi na escola q aprendi quem era Zumbi, n\u00e3o foi no livro de hist\u00f3ria que aprendi sobre Dandara. Se fosse pelos livros de hist\u00f3ria, eles iam ensinar que Zumbi era um preto fuj\u00e3o que dava problema pro dono da casa grande. Hip-hop \u00e9 inclus\u00e3o social, \u00e9 a forma de levar informa\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o ao povo de periferia, a quem est\u00e1 \u00e0 margem da sociedade. Pe\u00e7o aos nobres vereadores que nos deem aten\u00e7\u00e3o, que coloquem hip-hop em pauta\"</td>\r\n</tr>\r\n</tbody>\r\n</table>", "author_name": "", "version": "1.0", "author_url": "https://www.cotia.sp.leg.br/author/adm", "provider_name": "C\u00e2mara Municipal de Cotia", "type": "rich"}